SISTEMATIZAÇÃO
DE EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS COM JOVENS DA COMUNIDADE DO COMPLEXO DO ALEMÃO.
LIMITES E POSSIBILIDADES DO TRABALHO SOCIAL NESTE ESPAÇO POPULAR.
Diante das condições
materiais existentes e da fragilização da presença do Estado e de suas instituições,
a violência, a vulnerabilidade social, econômica e cultural, em diversas
formas, tem se manifestado de maneira mais dramática em favelas, conjuntos
habitacionais, loteamentos irregulares ou clandestinos.
Os jovens que estão
inseridos nestes espaços populares estão cada vez mais associados com o aumento
da criminalidade violenta e da força de grupos criminosos cuja base de operação
e reprodução se aproveita, sobremaneira, das estruturas sociais preconizadas
existentes em áreas de insuficiente presença do poder público e de suas
instituições.
Na reflexão sobre a
juventude, pontuam a questão do jovem da “periferia” e a série de
representações sociais em relação a eles: “jeito de se vestir – negro, de
comunidade”; a abordagem policial é diferenciada quando voltada para esses
jovens. Mas chama-se atenção para o fato de que jovens de classe média alta
também vêm gradativamente se envolvendo com o tráfico de Drogas.
Por esta condição de
diferentes vulnerabilidades em que se encontram os jovens de comunidades,
existe uma demanda das famílias, as instituições sociais que atuam no Complexo
do Alemão proporcionam pela inclusão social, crianças e jovens em atividades
sócio-educativas, esportivas e cursos de geração de renda, por entenderem que
com isto se tem um resultado mais efetivo e mais concreto em termos de
modificação na realidade social quando crescerem.
Dra. Karla Diniz, técnica social (Central Única das Favelas – CUFA / Madureira e
Complexo do Alemão Rio de Janeiro)


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