quinta-feira, 26 de abril de 2012

O TRABALHO SOCIAL NO COMPLEXO DO ALEMÃO, por Karla Diniz (Colaboradora RETSA no Brasil)




SISTEMATIZAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS COM JOVENS DA COMUNIDADE DO COMPLEXO DO ALEMÃO. LIMITES E POSSIBILIDADES DO TRABALHO SOCIAL NESTE ESPAÇO POPULAR.

Diante das condições materiais existentes e da fragilização da presença do Estado e de suas instituições, a violência, a vulnerabilidade social, econômica e cultural, em diversas formas, tem se manifestado de maneira mais dramática em favelas, conjuntos habitacionais, loteamentos irregulares ou clandestinos.
Os jovens que estão inseridos nestes espaços populares estão cada vez mais associados com o aumento da criminalidade violenta e da força de grupos criminosos cuja base de operação e reprodução se aproveita, sobremaneira, das estruturas sociais preconizadas existentes em áreas de insuficiente presença do poder público e de suas instituições.
Na reflexão sobre a juventude, pontuam a questão do jovem da “periferia” e a série de representações sociais em relação a eles: “jeito de se vestir – negro, de comunidade”; a abordagem policial é diferenciada quando voltada para esses jovens. Mas chama-se atenção para o fato de que jovens de classe média alta também vêm gradativamente se envolvendo com o tráfico de Drogas.
Por esta condição de diferentes vulnerabilidades em que se encontram os jovens de comunidades, existe uma demanda das famílias, as instituições sociais que atuam no Complexo do Alemão proporcionam pela inclusão social, crianças e jovens em atividades sócio-educativas, esportivas e cursos de geração de renda, por entenderem que com isto se tem um resultado mais efetivo e mais concreto em termos de modificação na realidade social quando crescerem. 


Dra. Karla Diniz, técnica social (Central Única das Favelas – CUFA / Madureira e Complexo do Alemão                             Rio de Janeiro)

Nenhum comentário: